João Bosco revisita sucessos na CAIXA Cultural São Paulo

CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 11 a 14 de janeiro de 2017, o show Solo, do cantor e compositor João Bosco. No palco, o mineiro que completa 45 anos de carreira revisita seus maiores sucessos, além de canções pertencentes a quatro obras clássicas da Música Popular Brasileira produzidas por Moacir Santos, Dorival Caymmi, Tom Jobim e Sérgio Mendes. As apresentações acontecem sempre às 19:15h e a entrada é gratuita.

João Bosco se apresenta com voz e violão para entoar seus clássicos como ‘Quando o amor acontece’ e ‘Papel Marchê’, mas também interpretar oito músicas pinçadas dos discos ‘Coisas’ (Moacir Santos), ‘Canções Praieiras’ (Caymmi), ‘Você ainda não ouviu nada’ (Mendes) e ‘The composer of Desafinado, plays’ (Jobim).

A escolha vem dos anos 1962 a 1972, quando Bosco executava à exaustão os dez vinis que possuía, ainda como estudante na vigorosa Ouro Preto. Os quatro discos de ‘Solo’ fizeram parte dessa leva, fundamental para a sua formação e carreira.

“Eu não sentia falta de mais música. A gente ouvia aqueles discos de uma forma tão profunda que sabia a hora em que o instrumentista respirava e cada detalhe de cada canção, até mesmo a série de improvisos”, rememora.

Gravadas entre as décadas de 1950 e 1960, as obras são consideradas essenciais para os amantes da boa música. ‘Canções Praieiras’ (1954), é primeiro álbum de Dorival Caymmi, um dos primeiros a gravar composições próprias no formato voz e violão em um Brasil que migrava do rural para o urbano.

Em ‘Você ainda não ouviu nada’ (1962), de Sérgio Mendes, a obra é marcada por arranjos de Moacir Santos e seria o único disco em que Tom Jobim fez arranjos para instrumentos de sopro.

Em ‘The Composer of Desafinado, plays’, lançado em 1963, com arranjos do alemão Claus Ogerman, Jobim toca o piano com a mão direita e a esquerda seriam os acordes feitos ao violão. Já ‘Coisas’, álbum de estreia do pernambucano Moacir Santos, lançado em 1965, influencia até hoje gerações de músicos ainda devotos de nomes como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal e Sérgio Mendes, entre outros.

“O excesso de informação que existe hoje é um convite ao esquecimento. Estes discos, eu os utilizo até hoje e eles estavam comigo antes mesmo da minha estreia profissional (em 1972). Há compositores importantíssimos na minha vida autoral”, pontua Bosco, que já havia visitado repertórios alheios quando da celebração de 40 anos de sua carreira através do CD e DVD ‘João Bosco, 40 anos depois’.

A apresentação faz parte do programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural e é patrocinada pela Caixa Econômica Federal.


SERVIÇO
João Bosco – Solo
LocalCAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Sé – Fone (11) 3321-4400
Data: 11 a 14 de janeiro de 2018
Horário: 19:15h – quinta a sábado
Entrada Gratuita (Retirada de Ingressos a partir das 9h do dia do Espetáculo)
Duração:  60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Patrocínio: CAIXA Cultural São Paulo

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