Congregando cerca de 40 participantes, a tradicional Academia Paulista de Jornalismo realizou seu almoço mensal.
O presidente Luiz Fernando Magliocca, para comemorar o Dia Internacional da Mulher, concedeu a palavra às confreiras Sandra Verzu, Lenilde Plá de Leon e a veterana professora doutora Nelly Camargo, que, aos 96 anos, continua lúcida e ativa.
Falando a seguir, o jornalista, advogado e professor J. B. Oliveira, titular da Cadeira número 16, reportou-se inicialmente a figura ímpar da Mulher. Buscando sua origem em Gênesis, elucidou a dicotomia Homem e Mulher.


“O termo Adão não é um nome próprio, mas de uma espécie. Vem da raiz hebraica ‘adamah’, que significa pó. Eva, por sua vez, deriva de ‘aiwa’, que se traduz por vida. Deus formou o homem do pó, da terra. A mulher, de parte do ser vivo! Por isso, Victor Hugo poetiza: “O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher, o mais sublime dos ideais!”
Dosando um pouco de humor, informando que seu casamento já dura 55 anos, recomenda: “para manter a harmonia conjugal, basta o homem aplicar quatro letrinhas: O, B, D,C.


Deslocando o foco: denunciou um absurdo jurídico: integrantes de uma empresa obtiveram, numa alteração contratual, a assinatura de um sócio que fora interditado por incapacidade mental quatro anos antes, excluindo-o da firma. Pela lei, tal ato é nulo de pleno direito! É como se fora assinado por uma criança: não gera nenhum direito.
Entre os valores envolvidos no caso, houve o recebimento de um precatório de 355 milhões de reais, totalmente embolsados pelos “sócios”!A família do prejudicado ajuizou ação, pleiteando a anulação da alteração contratual, mas perdeu em primeira instância. Recorreu ao Tribunal, que confirmou a sentença do juiz singular!Isso constitui flagrante e inaceitável descalabro!


Um ato ANULÁVEL exige medidas jurídicas para ser reconhecido.Aqui, porém, o ato é NULO DE PLENO DIREITO! É natimorto, e é imprescritível!O que terá havido nas entranhas do Judiciário para a ocorrência desse descalabro? Alguma influência desse monstruoso valor financeiro?
Houve um tempo em que o juiz era uma pessoa respeitada por sua ética, decoro e imparcialidade.O desembargador – juiz do juiz – um cidadão acima de qualquer suspeita. Um ser especial. Por sua vez, um ministro era uma figura quase divina, um semideus, envolto no manto da pureza é justiça extrema!


Hoje, porém, o cenário é outro, em que a corrupção e os atos escusos vêm de cima para baixo, a partir da mais elevada instância do “Poder” Judiciário!
Trazendo este caso à baila, venho pedir o apoio dos colegas jornalistas, especialmente daqueles também juristas, como o nobre confrade Joseval Peixoto!”
Aliás, o veterano Joseval Peixoto, comparecendo pela primeira vez – a convite de J. B. Oliveira – externou sua satisfação de encontrar tantos velhos camaradas, como Osmar Santos, Afanásio Jazadji, com quem fez dupla na Jovem Pan!


Presente ao evento, o jornalista e produtor cultural Maurício Coutinho ofertou um exemplar de seu livro “São Paulo em Photos e Fatos” à aniversariante e decana do sodalício Nelly Camargo.
O próximo encontro será em 13 de abril, sempre no agradável restaurante “Pateo da Luz”, no Shopping Frei Caneca.
