Arte sem fronteiras: Hino e Embu das Artes celebram a força da cultura nipo-brasileira

Turismo

A visita oficial da comitiva da cidade de Hino, no Japão, à cidade-irmã de Embu das Artes reafirmou uma parceria internacional construída há mais de quatro décadas e consolidou a arte como uma das mais importantes linguagens de integração entre os dois povos. A delegação foi liderada pelo vice-prefeito Takashi Yasuda, acompanhado por Massafiro Teramoto, Shigueo Murayama e Fumiyo Ochiai, que participaram de uma programação voltada à cultura, ao turismo e ao desenvolvimento econômico.



Recebidos na Prefeitura pela vice-prefeita Dra. Bete, pelos secretários Milton do Rancho, Alan Leão e Raul Bueno, além do vereador Natinha, os visitantes também estiveram na ACISE, onde foram recepcionados pelo presidente Ivo Farias, pelo presidente do Conselho Roberto Terassi e diretores da entidade. O roteiro incluiu visitas à Cidade das Abelhas, Memorial Sakai, Sansuy Indústria de Plásticos, MASP, acompanhados pela artista plástica Célia Santiago, ao Festival do Japão, à tradicional Feira de Artes de Embu das Artes e ao Museu de Arte Sacra.

O intercâmbio evidenciou a riqueza da fusão entre as artes japonesa e brasileira. A estética oriental, marcada pelo minimalismo, pela precisão dos traços, pelo respeito à natureza e pela tradição do Kogei – a arte manual japonesa –, encontrou no Brasil um ambiente fértil para dialogar com a criatividade, a diversidade de materiais, as cores vibrantes e a liberdade da arte contemporânea. Essa miscigenação artística deu origem a uma identidade nipo-brasileira presente na pintura, na cerâmica, na gravura, na escultura e no artesanato.



Embu das Artes, reconhecida como um dos maiores polos de arte e artesanato do Brasil, e Hino, guardiã de importantes tradições culturais da província de Shiga, demonstram que a cooperação entre cidades-irmãs ultrapassa a diplomacia e se transforma em patrimônio cultural. O Brasil abriga a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão, com cerca de 1,5 milhão de pessoas, realidade que impulsiona o intercâmbio artístico e inspira exposições, festivais e projetos desenvolvidos por instituições como o Bunkyo e o Instituto Tomie Ohtake. A visita reforçou que a arte continua sendo uma das mais sólidas pontes entre os dois países, preservando tradições, estimulando a inovação e fortalecendo o turismo cultural.